Guerreiros Não Desistem

Sam Robles/The Players' Tribune

Quero te contar uma história de pescaria.

Quando eu tinha 17 anos e morava no Brasil, fui visitar o meu pai no fim de semana com os meus dois irmãos e primos. O meu pai, Antônio, estava passando por um momento difícil. Ele estava separado da minha mãe, Vera Lucia, há 10 anos, e vivia sozinho na fazenda. Mas o pior é que estava sofrendo de depressão. 

Cresci ligado a ele, muito porque ele sempre acreditou no meu sonho de que eu me tornaria jogador de futebol. Meu pai me acompanhava em todos os lugares para me assistir jogar.

Mas naquela época eu já acumulava algumas frustrações.

Para falar a verdade, eu estava correndo contra o tempo para conseguir a minha grande oportunidade. Eu estava na base do América-MG e o objetivo era ter um contrato assinado logo, porque já estava passando da idade para continuar na base.

Então eu sabia que aquela era a minha última chance. 

De qualquer forma, naquele fim de semana tivemos folga. Como eu morava com a minha mãe, fui passar alguns dias com o meu pai. Enquanto estávamos lá, meus primos e eu pegamos nossas varas de pescar e fomos às três represas próximas da casa. Acho que elas estavam no mesmo terreno, porque o dono tinha dito que só podíamos pescar em duas delas. Na terceira era proibido.

Passamos o dia inteiro tentando pescar algo nas duas represas, mas, claro, não pegamos nada.

Sinceramente, não estávamos nem aí. Só queríamos curtir o dia juntos. Mas no caminho de volta para casa, passamos pela represa proibida. Olhamos um para o outro. Olhamos para a represa. Ninguém parecia estar por perto. Ainda tínhamos isca no anzol...

Joguei o anzol na água, não sei o que me deu.

Dois segundos depois...

PAH!

Um peixe mordeu a isca! 

Até hoje não sei explicar por que eu fiz aquilo. Em todo caso, o dono do terreno me viu fazendo o que não podia. Ele ficou bravo, gritou e humilhou o meu pai na frente de todo mundo, dizendo que poderia expulsá-lo da casa a hora que ele quisesse.

Era a última coisa que o meu pai precisava. Ele se sentiu completamente humilhado.

Naquele momento, algo passou pela minha cabeça. Lembro de falar para o meu tio Elton "Vou fazer de tudo para conseguir um contrato no América. Preciso tirar o meu pai dessa situação."

Antes daquilo, ajudar a minha família por meio do futebol era uma ideia.

Depois, virou obsessão.

Cortesia de Richarlison

Olhando para trás, acho que a minha ligação com o meu pai vem desde quando eu era bem pequeno, e ele me deu várias bolas de futebol como presentes de aniversário. Qual criança brasileira não fica feliz ao ganhar isso? Na época, a minha família morava em uma casa de madeira em um vilarejo em Todos os Santos, no Espírito Santo. Tinha um campo de terra perto de casa e era ali que eu jogava bola com os meus amigos. Quando eu não estava lá, era para assistir ao meu pai jogar pelo time da cidade. Aonde o meu pai ia — fosse jogar baralho ou encontrar os amigos na pracinha — ele me levava junto. 

Aos sete anos, os meus pais se separaram. O meu pai se mudou para Minas Gerais para trabalhar, e o restante da família — minha mãe, meus dois irmãos, minhas duas irmãs e eu — fomos para Nova Venécia. 

Foi nesse período que o meu sonho começou de verdade, porque comecei na escolinha. No meu primeiro dia eu estava muito ansioso. Eu tinha uma camisa do Brasil e já me imaginava jogando pela Seleção. Eu acompanhava tudo: Eliminatórias, Copa do Mundo. O meu maior sonho era poder vestir a Amarelinha de verdade.

Naquela manhã, como jogaríamos no campo de terra, eu estava com uma tornozeleira para não me machucar. O meu primeiro dia foi sensacional, e o treinador gostou de mim. Treinei cada vez com mais dedicação nos meses seguintes. Percebi que o futebol poderia ser não só a minha carreira. Seria uma maneira de eu conseguir ajudar a minha família. Morávamos cinco pessoas em uma casa de dois cômodos, e a minha mãe trabalhava o dia inteiro para colocar comida na mesa. Ela foi muito guerreira, mas não dava conta de fazer tudo sozinha. Então, logo precisou da nossa ajuda.

Por isso, aos 11 anos eu comecei a vender picolé.

Pois é, sei que pode parecer aleatório, mas para mim era um caminho natural. O meu bisavô era bastante conhecido na cidade por vender picolé. Ele passou anos na pracinha com o carrinho de sorvete. Então, nas férias da escola fui trabalhar com ele. Acordava às 6h, pegava o carrinho no centro e passava o dia gritando pelas ruas. "Olha o picolé! Olha o picolé!"

Eu sabia em quais casas tinha bastante criança, então eu sempre passava nos mesmos lugares. Qual criança não gosta de picolé? Eu vendia muitos, mas ganhava pouco. Por isso, tive de trabalhar em outros lugares para ajudar a minha mãe.

Vendi bombons caseiros feitos pela minha tia. Teve também o lava-jato.

Cara, o lava-jato...

Olha, pensei que seria um trabalho fácil de se fazer. Por que seria difícil, né? Pois é, acabou sendo cruel. Passava o dia inteiro ensaboando pneus cheios de lama e para-brisas sujos. No fim do dia o meu corpo doía inteiro. As minhas costas estavam me matando!

O meu chefe queria assinar a minha carteira de trabalho, mas eu falei "Isso não dá para mim!". Nunca mais voltei lá.

Também ajudei o meu avô na roça. Ficávamos o dia inteiro colhendo café debaixo do Sol. Parecia 50 graus de tão quente! Eu costumava trabalhar e suar tanto que quase chorava. Mas quando eu olhava para o meu avô, ele estava numa felicidade gigante. Eu pensava "Caraca, não é possível!".

Mas eu admirava muito a dedicação dele. Muito inspirador. Outro guerreiro da família.

Ele me ensinou muitas coisas. Só que às vezes eu tinha de me esconder dele, porque ele não gostava de me ver andando com certos moleques. É… vamos dizer que eram o tipo errado de pessoas. Tinha muito crime e muita droga no meu bairro, e alguns dos meus amigos estavam envolvidos.

Em Nova Venécia, a minha mãe tinha de sair de casa para trabalhar, então eu e meu irmão íamos para a rua, onde encontrávamos a realidade: armas, malote de dinheiro… víamos de tudo. Graças a Deus, nunca nada daquilo me interessou. Mas uma vez aquele mundo veio atrás de mim. 

Isto aconteceu quando eu tinha 14 anos. Estava voltando para casa com um amigo após o futebol. Era umas oito da noite, então estava escuro. Do nada vieram dois malucos apontando armas para nós.

Foi um momento muito, muito tenso mesmo. Vai que um dos caras aperta o gatilho sem querer… eu não estaria aqui escrevendo esta carta.

Eles falaram que não nos queriam vendendo coisas no ponto deles, mas explicamos que éramos moradores e que só jogávamos o nosso futebol mesmo e estávamos no caminho de casa. Até mostramos a bola para provar. Talvez eles tenham nos confundido com alguém. Ainda bem que depois de todo aquele medo eles nos liberaram.

A nossa reação após tudo aquilo foi um zoar o outro. "Mano, você ficou cagando de medo do cara". Como éramos moleques, tirávamos sarro de tudo.

Passados todos aqueles episódios em Nova Venécia, a minha convicção só aumentou. Não tinha interesse algum em drogas. A roça não era para mim. Vender picolé também não. E de jeito nenhum eu voltaria ao lava-jato.

Cortesia de Richarlison

Acima de tudo, não me via fazendo algo que não fosse jogar futebol.

Eu nem precisava explicar isso para as pessoas. Dava para entender só de me verem. Eu fazia coleção de camisa de time e saía de casa com a do Chelsea, do Milan. Tinha a do Drogba, a do Ibrahimović.

E a do Neymar, claro. Ele era meu grande ídolo. Eu tinha a camisa dele do Santos. Quando jogava, tentava copiar os dribles dele. Imitei até o cabelo.

Lembra aquele moicano loiro? Fiz um também!

Mas uma coisa é copiar o Neymar, outra é realmente se tornar um jogador profissional. Então em 2013, quando eu tinha 15 anos, já comecei a tentar conseguir um contrato.

Primeiro, tive um mês de testes no Avaí, em Florianópolis, no Sul, a 1.800 km de distância da minha cidade. Essas peneiras geralmente funcionam assim: você treina em tempo integral, dá a vida em tudo o que te pedem para fazer e no fim torce por uma proposta. A concorrência é gigante. No Avaí, era um roxo novo por dia na canela. Depois de quatro semanas no clube, fui avisado que eles não ficariam com ninguém. É… obrigado. Toda aquela dedicação para nada.

O que eu posso falar? Uma baita injustiça!

Fiquei muito triste, mas pelo menos eu sabia que eu tinha um teste no Figueirense, na mesma cidade. Tive até de pegar chuteira emprestada de um moleque que eu conhecia no clube. E, de novo, dei a vida nos treinos. Era para eu ficar lá por uma semana. O treinador gostou de mim e pediu para eu continuar. Na fase final sobraram nove moleques disputando duas vagas. Foi mais um mês de treinos, e eu tentando me destacar.

E então o Figueirense me comunicou que eu não tinha passado. De novo. 

E adivinha em que dia eles me avisaram?

No meu aniversário de 16 anos.

Fiquei desolado. Senti que nada que eu fazia dava certo. Enquanto os meus amigos e familiares me mandavam "Parabéns :)", eu estava tristão porque eu sabia que tinha de voltar para Nova Venécia. Não havia mais testes.

Eu precisava retornar e logo arrumar um emprego para ajudar a minha mãe dentro de casa.

James Williamson/AMA/Getty Images

Sinceramente, eu teria desistido de ser jogador se não houvesse muito apoio ao longo do caminho. Do meu pai. Do meu avô. Preciso mencionar o Fidel, um policial que também era treinador de futsal e com quem aprendi muito. "Não desista nunca", ele falava. O Régis foi outro cara importante. Ele era o dono da escolinha e tinha bons contatos. Ele acabou conseguindo um clube para eu jogar o Capixabão. O Real Noroeste ficava perto de Nova Venécia.

Joguei lá por um ano e evoluí muito.

Mas aí eles fizeram uma sacanagem comigo e com o meu pai.

Com o meu desenvolvimento naquele um ano no clube, o América demonstrou interesse em me contratar. Por ser um clube maior e muito tradicional, claro que eu queria ir. Inicialmente, o Real Noroeste disse que me liberaria, mas depois vieram com outra conversa, a de que só me negociaríam se ficassem com 50% do valor. Eles falavam uma coisa e faziam outra. Isso abalou muito o meu pai. Nós sabíamos que seria a minha última chance, e na época só faltavam quatro jogos para acabar a temporada daquela categoria da base do América. 

Foi muito difícil para o meu pai administrar o problema. Além da pressão por ser a minha última chance, ele estava sofrendo de depressão. Aquilo me magoou muito. Fiz grandes amigos no Real Noroeste, mas eu não falo muito do clube até hoje por causa disso.

Ainda bem que resolvemos a situação, e eu fui para o América. Eu poderia ter sido reprovado outra vez, não sei. O que posso dizer é que aquela vez que meu pai foi humilhado por causa do peixe me deu muita motivação. Tirei forças de onde eu não sabia que tinha. 

Então eu comecei treinar ainda mais forte. Os gols começaram a aparecer. Os treinadores felizmente me notaram.

E em dezembro de 2014 recebi uma proposta do América.

Fica até difícil descrever o sentimento de alcançar algo que esperei por tanto tempo. Eu tinha passado por muita dor e dificuldades. E finalmente eu poderia ajudar a minha família. A minha mãe não tinha mais com o que se preocupar. O meu pai poderia parar de trabalhar.

E eu poderia treinar mais leve, sem tanta ansiedade. Subi para os profissionais do América. Em 2016 fui contratado por um clube grande, o Fluminense. Essa transferência me possibilitou comprar a minha primeira casa, em Nova Venécia.

Graças a Deus, tudo começou a dar certo.

Sam Robles/The Players' Tribune

Isso, claro, me incentivou ainda mais. A história da pescaria tinha sido a minha inspiração por muito tempo. Agora eu poderia usar o meu sonho de criança como motivação: chegar à Seleção Brasileira.

A mudança para a Europa foi parte importante no processo. Em 2017, quando eu tinha 20 anos, o Watford me contratou. Muitos duvidaram que eu chegaria jogando na Premier League, já que alguns brasileiros sofrem para se adaptar no início dessa mudança. Mas nunca senti a pressão. Eu era só felicidade.

Na verdade, os problemas estavam fora de campo.

O idioma era um deles: eu não sabia nada de inglês. O clima começou a pesar. Como cheguei à Inglaterra no verão, me senti como se estivesse no Brasil, mas a partir de novembro parei de sentir os meus pés em campo. Até o Natal a situação piorou e foi a vez das mãos. Foi bem complicado, ainda mais para alguém que nunca tinha visto neve na vida até então. 

Aí veio a comida. Nas primeiras duas semanas eu fiquei em um hotel com o meu empresário e a esposa dele. Logo na primeira manhã, quando descemos para o café da manhã… o que eu posso dizer?

Batata frita? Sério?

Olha, não sou fresco para comer, mas tudo tem limite. Você tem de entender que eu não estava acostumado com isso no Brasil. Não me restou outra alternativa a não ser pular o café da manhã. Como não tinha muito o que comer, decidi pelo mais simples: hambúrguer e Coca-Cola no almoço e no jantar.

Nas duas semanas em que fiz isso, perdi cinco quilos. 

Felizmente eu me adaptei com o passar do tempo, muito pela ajuda do Gomes, meu grande parceiro no Watford. Só tenho a agradecê-lo por tudo o que ele fez por mim. Obrigado, mesmo, de coração. 

Voltando ao futebol, um dos meus momentos favoritos é o meu primeiro jogo contra o Manchester City, apesar de termos perdido de 6 a 0 sem ver a cor da bola. Eu lembro de estar no túnel antes da partida, lado a lado com o Agüero e o De Bruyne. Antes eu só assistia a esses caras na TV e jogava com eles no videogame, mas eu estava ali para jogar contra eles. Cara, comecei a sorrir, fiquei meio bobalhão. Eu parecia uma criança. 

Após uma boa temporada pelo Watford, o Everton se interessou por mim e me comprou. E apenas um mês depois disso, recebi a minha primeira convocação para a Seleção.

Eu já vinha com esperança de ser chamado, porque tive um bom começo no Everton. Uma vez eu estava assistindo à convocação pela TV. O meu nome não estava na lista, mas eu falei "Pô, vou continuar o meu trabalho que a minha hora vai chegar". Na sequência, infelizmente o Pedro se machucou. E o professor Tite me ligou. Na hora bate aquele aperto no coração, sei lá, dá um troço louco no corpo. Ele me perguntou se eu estava preparado. "Estou pronto! Para quando? Para quando?"

Cheguei na seleção andando nas nuvens, sem acreditar que eu estava prestes a vestir a tão sonhada Amarelinha. Toda vez me apresento na maior felicidade, pego a camisa no quarto e agradeço a Deus por mais uma chance de viver esse sonho.

Nos meus dois primeiros jogos, fizemos amistosos contra os Estados Unidos e El Salvador. E eu vesti camisa 9, a do homem. O peso foi duas vezes maior por ter a responsabilidade de usar o número que foi do Ronaldo, do Fenômeno! Logo na minha primeira convocação? Coisa de maluco. Mas novamente não senti a pressão e era só felicidade.

As duas partidas foram especiais. Na minha estreia, entrei nos últimos 15 minutos. Em seguida, fui titular ao lado do Neymar — e marquei dois gols.

Jogar ao lado do Neymar foi espetacular. Já tinha encontrado com ele antes, em Paris, mas foi tudo muito rápido e eu só tive tempo de tirar uma foto com ele. Na Seleção estávamos jogando juntos. Quando eu contei que eu copiava o moicano que ele tinha, ele caiu na risada! 

Agora somos parceiros. Quando ele recebe a bola, já me procura em campo para dar o passe. Acredito que podemos formar uma grande dupla. Foi uma pena que ele ficou fora da nossa campanha do título da Copa América no ano passado. Mas a próxima Copa do Mundo é mais uma oportunidade de sermos campeões juntos. Temos de continuar com a boa fase nas Eliminatórias para chegarmos ao Mundial em boas condições.

Até lá, quero dar o meu máximo no Everton. Às vezes os meus amigos me perguntam se sinto saudades do Brasil e da minha família. Embora a minha vida em Liverpool seja muito boa, claro que sinto.

Percorri um longo e árduo caminho para chegar aonde estou e não vai ser agora que vou desistir. Há milhões de crianças brasileiras tentando trilhar uma carreira parecida.

Para essa molecada, eu gostaria de repetir o conselho que recebi há cinco anos.

Não desista nunca.

São os verdadeiros guerreiros que conseguem realizar os seus sonhos.

Salvem o Pantanal

Agora que contei a minha história, você pode ler outra também.

Quando eu saí de férias do Watford em 2018, voltei ao Brasil e viajei com amigos para pescar e acampar.

Fomos ao Pantanal, no Mato Grosso do Sul. Na região existe a maior planície alagada do mundo — um lugar muito bonito, repleto de espécies raras de plantas e animais. Quando estávamos passando por uma das aldeias, vimos a criançada jogando bola. Então paramos o carro para jogar com eles. Foi uma experiência incrível compartilhar aquele momento com os locais. Ao me despedir, dei a minha camisa para o chefe da aldeia.

Passei uma semana no Pantanal e foi algo incrível. Eu recomendaria aquele lugar para todo mundo.

Quer dizer, pelo menos o que sobrou...

Quero falar de algo muito importante para mim e que deveria importar para você também. Estou muito triste e preocupado com o que está acontecendo no Pantanal. Cerca de um quarto da área foi tomado pelo fogo só neste ano. No começo isso era notícia em vários lugares, o que fazia total sentido — é uma região que todos devemos lutar para proteger.

Mas eu não via ninguém tomar alguma atitude.

O que levanta a pergunta: por quê?

Sam Robles/The Players' Tribune

Olha, não sou político. Não consigo interromper as queimadas sozinho. Mas como jogador da Seleção Brasileira e do Everton, posso ao menos mostrar às pessoas o que está acontecendo. Por isso, postei algumas fotos nas minhas redes sociais em demonstração de apoio ao Pantanal. Não queria apenas me solidarizar com o problema. Era para chamar a atenção das autoridades.

Existe muita ganância nesse mundo político. Pessoas fazem de tudo para ganhar as eleições, mas uma vez no poder elas só trabalham pelos seus próprios interesses. E quem acaba sendo o maior prejudicado é o Brasil. Gostaria de deixar claro para as autoridades, mais uma vez, que estamos preocupados com nosso país e a sua natureza.

Alguns dos meus companheiros no Everton me perguntaram o que estava acontecendo no Brasil depois que postei as fotos do Pantanal. Mostrei outras imagens, e eles ficaram chocados. Todos eles sabiam da riqueza natural do nosso país, mas não tinham conhecimento do risco que ainda ameaça uma parte tão fundamental da nossa vida.

Galera, vou ser claro: a situação é péssima.

Portanto, espero que por meio dos meus posts e da minha campanha nós possamos mobilizar o maior número de pessoas para pressionar as autoridades a finalmente acordarem e fazerem algo pelo Pantanal. As pessoas com muitos seguidores precisam se manifestar. Quem tem autoridade precisa colocá-la em prática.

A Terra é a nossa maior riqueza. Vamos fazer a nossa parte para preservá-la. 

– Richarlison

VEJA MAIS